Foto: MPRS (Divulgação)
Uma operação da Força-Tarefa do Programa Segurança dos Alimentos apreendeu cerca de 900 quilos de produtos impróprios para o consumo em três supermercados de Unistalda, nesta quarta-feira (29). Os estabelecimentos foram autuados após a constatação de diversas irregularidades durante a fiscalização.
+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp
A ação identificou uma variedade de produtos em situação irregular, incluindo carnes, embutidos, pescados, itens de padaria, geleias, ovos de codorna, queijos, salgados, conservas e molhos. Também foram encontradas unidades de álcool cuja comercialização é proibida em mercados.
Irregularidades sanitárias
Entre os principais problemas apontados pela equipe de fiscalização, está a presença de alimentos sem procedência comprovada, com destaque para carnes e produtos coloniais, como mel, aipim e cachaça. A ausência de origem rastreável é considerada uma infração grave, por comprometer a segurança alimentar e impedir o controle sanitário adequado.
Além disso, foram verificadas falhas no armazenamento dos produtos, com itens mantidos em temperaturas fora dos padrões exigidos, o que pode favorecer a proliferação de microrganismos. A comercialização de alimentos com prazo de validade vencido também foi constatada durante a operação.
Força-tarefa integrada
A fiscalização contou com a participação de diferentes órgãos estaduais e municipais. Estiveram envolvidos o promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, da Defesa do Consumidor de Porto Alegre, servidores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco/MPRS), além de representantes da Secretaria Estadual da Saúde e da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação.
Também integraram a operação equipes da Delegacia do Consumidor, da Patrulha Ambiental da Brigada Militar, da Vigilância Sanitária Municipal, do Serviço de Inspeção Municipal de Unistalda e servidores da Promotoria de Justiça de Santiago.
Os produtos apreendidos foram inutilizados, e os estabelecimentos responderão administrativamente pelas irregularidades constatadas.